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Ambev vê maior pressão de custos em 2025; lucro no 4º tri soma R$5 bi

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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Ambev fechou o último trimestre do ano passado com lucro líquido ajustado de R$5 bilhões, expansão de 7,5% em relação ao mesmo período de 2023, divulgou a fabricante de bebidas nesta quarta-feira, afirmando que espera enfrentar maior pressão de custos em 2025.

A companhia também anunciou que o conselho de administração também aprovou na véspera a distribuição de dividendos intermediários de aproximadamente R$2 bilhões a serem pagos em abril.

'Em 2025, a volatilidade continuará sendo uma realidade e esperamos enfrentar maior pressão de custos do que em 2024', afirmou a companhia no material de divulgação do balanço, estimando taxa média de hedge de R$5,49 por dólar, alta de 10,3% ante o ano passado, e enxergando também os preços de hedge de alumínio como um vento contrário.

'Assumindo os preços atuais de câmbio e commodities, esperamos que nosso CPV (custo do produto vendido) por hectolitro (CPV/hl) excluindo depreciação e amortização em Cerveja Brasil (excluindo produtos de marketplace não Ambev) cresça entre 5,5% e 8,5%', acrescentou. Em 2024, caiu 2,5%.

Ainda assim, a fabricante de bebidas como as cervejas Brahma e Budweiser e o Guaraná Antarctica, reiterou a ambição de expandir margens consolidadas.

Nos últimos três meses de 2024, a companhia teve queda de 3,2% nos volumes totais, impactados por uma indústria difícil na Argentina e por clima adverso no Brasil. Mas a receita líquida cresceu 4,2%, com a receita líquida por hectolitro ('ROL/hl') aumentando 7,7%.

Em Cerveja Brasil, houve queda de 3,9% nos volumes, com a receita líquida recuando 1%. A receita líquida por hectolitro, porém, cresceu 3%, com a empresa citando que a 'execução disciplinada' das suas iniciativas de gestão de receita e o mix positivo de marcas foram parcialmente compensados pelo aumento da base tributável do ICMS.

O CPV/hl excluindo depreciação e amortização e produtos de marketplace que não são da Ambev, caiu 2,5%, devido a 'eficiências operacionais e aos ventos favoráveis nos preços das commodities'. As despesas com vendas, gerais e administrativas sem considerar depreciação e amortização subiram 2,6%, lideradas por maiores dispêndios com vendas e marketing.

O resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado consolidado somou R$9,6 bilhões, crescimento orgânico de 9,7% ano a ano, com a margem Ebitda ajustado nessa comparação aumentando 1,8 ponto percentual, para 35,6%. O fluxo de caixa das atividades operacionais somou R$13,9 bilhões (-0,2%).

O resultado líquido de R$5 bilhões foi atribuído ao crescimento do Ebitda ajustado e melhor resultado financeiro líquido, parcialmente compensado pelo aumento das despesas com imposto de renda no Brasil, com a empresa citando que superou a depreciação cambial na Argentina em 2023.

Escrito por Reuters

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