Argentina busca acordo comercial com EUA em meio à iminência de tarifas de Trump
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Por Nicolás Misculin
BUENOS AIRES (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Gerardo Werthein, se encontrará com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, nesta terça-feira, em uma viagem com o objetivo de estabelecer as bases iniciais para um acordo comercial entre os dois países, mesmo com o presidente norte-americano, Donald Trump, a caminho de impor tarifas abrangentes.
A visita de Werthein a Washington ocorre um dia antes de Trump anunciar tarifas recíprocas em 2 de abril, apelidado de 'Dia da Libertação' pelo presidente dos EUA, que terá como alvo todos os países e poderá abalar o comércio global.
Governos de todo o mundo estão procurando maneiras de evitar as tarifas e fazer acordos com o líder dos EUA.
A Argentina - produtora de grãos, lítio e energia, que teve um comércio bilateral de US$13 a 16 bilhões com os EUA no ano passado - está procurando aproveitar os laços ideológicos entre Trump e seu presidente Javier Milei.
Em uma declaração antes da viagem de Werthein, o governo argentino disse que ele se encontrará com Rubio para 'fortalecer a aliança estratégica' entre os dois países.
As discussões com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, terão como objetivo 'fortalecer o comércio bilateral e começar a estabelecer as bases para um acordo comercial sólido', afirmou.
Milei, que, ao contrário de Trump, está procurando derrubar a maioria das barreiras comerciais sob sua estratégia econômica de livre mercado, tem buscado um acordo comercial com Washington desde que assumiu o cargo em 2023, mas intensificou os esforços neste ano.
Ele foi o primeiro líder mundial a se encontrar com Trump após sua eleição e um dos poucos que compareceram à sua posse. Trump chamou Milei, que deseja reduzir o tamanho do Estado, de seu 'presidente favorito'.
Milei também se encontrou várias vezes com o bilionário Elon Musk, sendo que sua 'motosserra' econômica foi uma inspiração para os cortes nas agências federais dos EUA.
Escrito por Reuters