EUA sancionam seis autoridades chinesas e de Hong Kong por violações de direitos
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Por Michael Martina
WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos sancionaram nesta segunda-feira seis altos funcionários chineses e de Hong Kong por 'repressão transnacional' e ações que, segundo eles, corroeram a autonomia de Hong Kong, uma das primeiras medidas do novo governo Trump para punir a China pela repressão a defensores da democracia em Hong Kong.
'Pequim e as autoridades de Hong Kong usaram extraterritorialmente as leis de segurança nacional de Hong Kong para intimidar, silenciar e assediar 19 ativistas pró-democracia que foram forçados a fugir para o exterior, incluindo um cidadão norte-americano e quatro outros residentes dos EUA', disse o Departamento de Estado em um comunicado.
Os EUA estão sancionando seis indivíduos que 'se envolveram em ações ou políticas que ameaçam corroer ainda mais a autonomia de Hong Kong, em contravenção aos compromissos da China e em conexão com atos de repressão transnacional', afirmou.
Países ocidentais criticaram Pequim por impor a lei de segurança nacional em Hong Kong e usá-la para prender ativistas pró-democracia, além de fechar meios de comunicação liberais e grupos da sociedade civil.
Autoridades chinesas e de Hong Kong afirmam que a lei, que pune subversão, conluio com forças estrangeiras e terrorismo com penas que podem chegar à prisão perpétua, trouxe estabilidade ao território controlado pela China após protestos em larga escala contra o governo em 2019.
As sanções anunciadas nesta segunda-feira bloqueiam qualquer propriedade dentro dos EUA que possa pertencer aos indivíduos, incluindo Dong Jingwei, ex-funcionário sênior da principal agência de inteligência civil da China, agora diretor do Escritório de Pequim para Salvaguarda da Segurança Nacional em Hong Kong.
A embaixada da China em Washington não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Os EUA emitiram as sanções com base em decreto de 2020 do presidente Donald Trump durante seu primeiro mandato, embora parlamentares democratas e republicanos dos EUA tenham pressionado o governo Biden em 2024 para sancionar todas as seis autoridades.
(Reportagem de Michael Martina)
Escrito por Reuters