UBS abandona exclusão de armas dos critérios de investimento sustentável
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(Reuters) - O braço de gestão de ativos do UBS se tornou a mais recente gestora de recursos europeia a abandonar algumas exclusões em investimentos em empresas de defesa, enquanto investidores privados aceleram o processo para permitir que seus fundos financiem esforços de rearmamento da região.
A UBS Asset Management, que administra US$1,8 trilhão em ativos, eliminou a restrição em alguns fundos sustentáveis que impediam investimentos em fabricantes de armas convencionais, de acordo com o relatório mais recente sobre a política de exclusão publicado no mês passado.
A Allianz Global Investors, da Alemanha, também decidiu remover algumas exclusões em investimentos de defesa, conforme noticiado pela Reuters na segunda-feira, em meio a uma pressão crescente dos investidores europeus para reavaliar suas políticas à medida que as tensões geopolíticas aumentam.
As ações de defesa dispararam em valor este ano, com países europeus, pressionados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometendo aumentar os gastos militares.
Anteriormente, os fundos de investimentos sustentáveis e de impacto do UBS estavam proibidos de investir em empresas que gerassem mais de 10% de sua receita com a produção de armas militares convencionais.
No entanto, as exclusões ainda se aplicam a armas controversas, como munições cluster e armas biológicas.
A gestora suíça não forneceu um motivo para a remoção da exclusão, após a mudança ser refletida no documento mais recente sobre a política de exclusão.
A Danske Bank também suspendeu algumas restrições em sua divisão de gestão de ativos em relação a investimentos em ativos de defesa, conforme comunicado da empresa nesta terça-feira.
(Reportagem de Naomi Rovnick e Iain Withers)
Escrito por Reuters