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Casa Branca diz que Trump seguirá com tarifas em meio a nervosismo global com guerra comercial

Placeholder - loading - Porto de Oakland, Califórnia, EUA 06/03/2025. REUTERS/Carlos Barria/File Photo
Porto de Oakland, Califórnia, EUA 06/03/2025. REUTERS/Carlos Barria/File Photo
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Por Nandita Bose e Trevor Hunnicutt

WASHINGTON (Reuters) - A Casa Branca confirmou nesta terça-feira que o presidente dos EUA, Donald Trump, imporá novas tarifas na quarta-feira, embora não tenha fornecido detalhes sobre o tamanho e o escopo das taxas comerciais que têm deixado empresas, consumidores e investidores preocupados com a intensificação da guerra comercial global.

Há semanas, Trump tem alardeado o dia 2 de abril como o 'Dia da Liberação', no qual serão impostas novas e drásticas tarifas que poderão derrubar o sistema de comércio global, com um anúncio no Rose Garden da Casa Branca programado para as 17h (horário de Brasília).

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que as tarifas recíprocas sobre os países que impõem tarifas sobre os produtos dos EUA entrarão em vigor imediatamente após o anúncio de Trump, enquanto uma tarifa de 25% sobre as importações de veículos entrará em vigor em 3 de abril.

O presidente republicano já impôs tarifas sobre as importações de alumínio e aço e aumentou as tarifas sobre todos os produtos da China. Mas ele também ameaçou repetidamente impor outras tarifas, apenas para cancelá-las ou adiá-las.

O anúncio de Leavitt indicou que ele planeja seguir em frente desta vez. 'O presidente tem uma equipe brilhante de consultores que estudam essas questões há décadas, e estamos concentrados em restaurar a era de ouro dos Estados Unidos', disse ela em uma coletiva de imprensa.

De acordo com o Washington Post, os assessores estão considerando um plano que aumentaria as tarifas sobre produtos em cerca de 20% de quase todos os países, em vez de visar determinados países ou produtos. O governo prevê que as novas tarifas poderiam aumentar em mais de US$6 trilhões a receita que poderia ser enviada aos norte-americanos como um reembolso, informou o jornal.

Um assessor da Casa Branca disse que qualquer notícia antes do evento de amanhã é 'mera especulação'. As medidas de Trump aumentaram as tensões com os maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos.

O Canadá prometeu responder com suas próprias tarifas. 'Não colocaremos os produtores canadenses e os trabalhadores canadenses em desvantagem em relação aos trabalhadores norte-americanos', disse o primeiro-ministro Mark Carney em Winnipeg.

As empresas norte-americanas afirmam que o movimento 'Buy Canadian' (compre produto canadense) já está dificultando a chegada de seus produtos às prateleiras daquele país.

Outros países também ameaçaram com contramedidas, mesmo quando tentam fechar acordos com a Casa Branca para evitar as tarifas.

Não ficou claro se esses esforços seriam bem-sucedidos na quarta-feira, mas a esperança é que eles levem Trump a recuar nas próximas semanas, de acordo com uma pessoa familiarizada com as conversas.

Trump argumentou que os trabalhadores e fabricantes norte-americanos foram prejudicados nas últimas décadas por acordos de livre comércio que reduziram as barreiras ao comércio global e alimentaram o crescimento de um mercado norte-americano de US$3 trilhões para produtos importados. A explosão das importações veio com o que Trump vê como uma desvantagem gritante: Um comércio maciçamente desequilibrado entre os EUA e o mundo, com um déficit comercial de mercadorias que ultrapassa US$1,2 trilhão.

Os economistas alertam que sua solução -- tarifas pesadas -- aumentaria os preços no país e no exterior e prejudicaria a economia global. Uma tarifa de 20%, além das já impostas, custaria ao domicílio médio dos EUA pelo menos US$3.400, de acordo com o Laboratório de Orçamento da Universidade de Yale.

Já estão surgindo sinais de que a economia dos EUA está perdendo o ímpeto devido, em parte, à incerteza promovida pela abordagem caótica de Trump na formulação da política econômica.

Uma série de pesquisas com empresas e famílias mostrou uma queda na confiança nas perspectivas econômicas, citando preocupações de que as tarifas de Trump levem ao ressurgimento da inflação.

Investidores preocupados têm vendido ações de forma agressiva por mais de um mês, eliminando quase US$5 trilhões do valor do mercado acionário dos EUA desde meados de fevereiro.

Os riscos não estão isolados apenas nos EUA.

Fábricas de todo o mundo, do Japão ao Reino Unido e aos Estados Unidos, registraram queda na atividade em março, à medida que as empresas se preparavam para as novas tarifas de Trump, embora algumas tenham registrado um salto na corrida para levar os produtos aos consumidores antes que as novas medidas fossem adotadas.

Os economistas dizem que qualquer aumento provavelmente será temporário.

(Reportagem de Nandita Bose, Trevor Hunnicutt e Susan Heavey em Washington; reportagem adicional de Gursimran Kaur em Bengaluru e Zoe Law em Toronto)

Escrito por Reuters

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