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Comunidade indígena do Pará expulsa garimpeiros para diminuir risco de coronavírus

Placeholder - loading - Mulheres do povo caiapó preparam dança em agradecimento a grupo Expedicionários da Saúde na Amazônia 29/04/2011 REUTERS/Ricardo Moraes
Mulheres do povo caiapó preparam dança em agradecimento a grupo Expedicionários da Saúde na Amazônia 29/04/2011 REUTERS/Ricardo Moraes
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Por Mauricio Angelo

BRASÍLIA (Thsomson Reuters Foundation) - Depois que o novo coronavírus chegou a comunidades indígenas do Brasil pela primeira vez, um vilarejo da floresta amazônica que tenta se proteger obteve uma vitória rara: fazer com que garimpeiros concordassem em partir por tempo indeterminado.

Líderes caiapós do vilarejo de Turedjam negociaram com mais de 30 garimpeiros, que concordaram em suspender as operações e retirar os equipamentos ao longo da semana passada, sem que se saiba quando --ou se-- voltarão.

A medida pode ajudar a desacelerar o ritmo intenso do desmatamento se outros grupos indígenas tentarem seguir o exemplo, de acordo com ambientalistas.

Para os cerca de 400 indígenas que moram em Turedjam, no Estado do Pará, a decisão foi uma questão de vida e morte.

'Não queremos mais os garimpeiros circulando no meio das aldeias. Eles concordaram em sair', disse Takatkyx Kayapó, um dos líderes comunitários que negociaram com os garimpeiros, à Thomson Reuters Foundation.

O Brasil já soma mais de 11 mil casos de coronavírus e mais de 400 mortes. O primeiro caso entre comunidades indígenas foi confirmado no dia 1º de abril.

Especialistas de saúde alertam que o vírus em proliferação pode ser letal para os cerca de 900 mil indígenas brasileiros, que foram dizimados ao longo dos séculos por doenças trazidas pelos europeus, como o sarampo, a malária e a gripe.

DESENVOLVIMENTO DA AMAZÔNIA

Assim como o garimpo em Turedjam, também houve uma interrupção do corte de árvores, disseram locais.

O desmatamento é um problema crônico no Brasil, que abriga cerca de 60% da Amazônia -- a maior floresta tropical do mundo, que absorve vastas quantias dos gases de efeito estufa que provocam a mudança climática.

Com uma população estimada em 4.500 habitantes, os caiapós são uma das comunidades mais afetadas pelo desmatamento dos mineradores ilegais, de acordo com moradores de vilarejos e ativistas de direitos indígenas.

Entre 2016 e 2019, as operações de mineração de ouro nas terras dos caiapós no Pará levaram à derrubada de mais do que o dobro das árvores destruídas no 35 anos anteriores, segundo dados do governo.

No total, mais de 8.200 hectares de floresta foram destruídos por garimpeiros no Estado desde 1980.

Os moradores de Turedjam disseram que, no pico das atividades de mineração na área, era possível ver até 70 escavadeiras em suas terras a qualquer momento.

Desde que tomou posse, em janeiro de 2019, o presidente Jair Bolsonaro promete incluir os indígenas na sociedade brasileira e elevar seu padrão de vida permitindo a mineração e a agricultura comercial em suas reservas.

CORRIDA DO OURO

O preço crescente do ouro, combinado com a retórica do presidente, desencadeou uma corrida do ouro no país nos últimos cinco anos.

Para algumas comunidades indígenas, conceder direitos de mineração a garimpeiros sem licenças se tornou uma fonte de renda vital.

Outros, como os caiapós de Turedjam, viram suas terras serem ocupadas por mineradores ilegais e dizem que normalmente não têm como detê-los.

Takatkyx, o líder caiapó, disse que a maioria dos moradores de Turedjam é contra a mineração, e o surto do novo coronavírus lhes deu a oportunidade de recuperar suas terras.

Também preocupados com a própria saúde, os mineradores aceitaram partir até que o perigo do vírus tenha passado. Depois disso, novas negociações decidirão se eles voltarão.

'Nós sempre quisemos fechar o garimpo. Com o risco de contágio pelo coronavírus na comunidade, nós debatemos e chegamos a um consenso', disse Takatkyx.

'Além do Pará, muitos garimpeiros vêm de outras regiões, então é um risco muito grande. Quando a pandemia acabar, nós faremos outra reunião para discutir o que fazer. A ideia é fechar os garimpos para sempre.'

Uma porta-voz da Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmou em um email que Turedjam é o primeiro vilarejo a expulsar garimpeiros desde o início do surto de coronavírus.

A agência disse que não participou das negociações entre os caiapós e os garimpeiros, acrescentando somente que, na questão da mineração ilegal, trabalha para 'manter a integridade das terras indígenas' e 'combater ilícitos' com ajuda da Polícia Federal e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O Ibama não quis comentar o que aconteceu em Turedjam, mas disse em um email que, juntamente com a Funai e outras instituições, monitora frequentemente 'áreas críticas' em que a mineração ilegal está ocorrendo.

Escrito por Reuters

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“HELLO”, FÃS BRASILEIROS! LIONEL RICHIE VEM AO BRASIL

Lionel Richie foi confirmado como uma das atrações principais do The Town 2025, que ocorrerá em São Paulo, no segundo semestre deste ano. A participação do cantor, compositor e produtor no evento reforça mais uma vez sua imensa popularidade, que transcende gerações e continentes, consolidando seu status como um dos maiores artistas da música global.

A Inovação Contínua de Lionel Richie

Embora Richie tenha começado sua carreira no icônico grupo The Commodores na década de 1970, a carreira solo que se seguiu colocou-o como um dos maiores nomes da música internacional. Seu legado não está apenas nos clássicos de sua discografia como “Hello”, “Endless Love”, “All Night Long” e “Dancing on the Ceiling”, mas também em sua capacidade de reinventar-se constantemente. Em 2025, ele continua em plena atividade, realizando uma turnê mundial e preparando o lançamento de seu aguardado livro de memórias, “Truly”, que promete revelar aspectos inéditos de sua vida pessoal e carreira.

Entre as novidades mais emocionantes de sua agenda em 2025, está sua participação em um projeto de turnê ao vivo, com datas confirmadas para a Europa, América do Norte e América Latina, incluindo o Brasil. A turnê de 2025 é uma celebração de sua carreira e a resposta ao seu público fiel, que não para de crescer, muito devido à sua versatilidade e presença de palco única.

De Vocalista do Commodores a Ícone Solo

A carreira de Lionel Richie começou a brilhar no Commodores, onde ele foi vocalista e compositor de vários sucessos de funk e soul. Canções como “Easy” e “Brick House” conquistaram a audiência, mas foi sua decisão de seguir carreira solo que solidificou sua lenda. Em 1982, ele lançou seu primeiro álbum solo, “Lionel Richie”, e não demorou muito para que se tornasse uma das estrelas mais radiantes da música mundial.

Sucessos como “Truly”, “You Are” e, claro, a inesquecível “Hello” mudaram a história da música pop, R&B e soul. O artista conseguiu dominar as paradas de sucesso e também conquistou prêmios como o Grammy, além de ser aclamado pela crítica e público de todo o mundo.

Os Sucessos de Sempre e as Releituras Country

Em 2012, seu álbum “Tuskegee” já havia sido uma demonstração de sua capacidade de transitar entre os gêneros musicais, quando regravou clássicos com alguns dos maiores nomes da música country, como Blake Shelton, Shania Twain e Keith Urban. O álbum, que inclui versões country de hits como “Hello” e “All Night Long”, conquistou o público do country e solidificou a habilidade de Richie de se reinventar de maneira única, sem perder a essência de sua música.

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