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Ex-ministro de Bolsonaro, Torres é preso em Brasília

Placeholder - loading - Anderson Torres no Congresso Nacional em Brasília 15/06/2022 REUTERS/Adriano Machado
Anderson Torres no Congresso Nacional em Brasília 15/06/2022 REUTERS/Adriano Machado
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BRASÍLIA (Reuters) - Acusado de omissão e conivência que teriam facilitado os ataques de bolsonaristas radicais às sedes dos Três Poderes no domingo, o ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, foi preso neste sábado após chegar ao Brasil.

Torres, que é policial federal, foi preso ao desembarcar no Aeroporto de Brasília e encaminhado para a custódia, onde permanecerá à disposição da Justiça, disse a PF em nota. Um dos advogados do ex-ministro, Demóstenes Torres, havia confirmado à Reuters a prisão, mais cedo.

O ex-ministro estava de férias em Orlando, nos Estados Unidos, mesma cidade onde se encontra o ex-presidente Jair Bolsonaro, muito próximo de Torres.

Determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e chancelada pela maioria do plenário da corte, a prisão de Torres ocorreu após o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apontar 'as diversas omissões, em tese dolosas, praticadas pelos responsáveis pela segurança pública no Distrito Federal e que contribuíram para a prática dos atos terroristas' de 8 de janeiro na capital federal.

Moraes determinou que seja feita na tarde deste sábado uma audiência de custódia de Torres por videoconferência. Ele está detido no 4º Batalhão da Polícia Militar, na cidade satélite de Brasília Guará 2.

Ao cumprir mandado de busca e apreensão na casa do ex-ministro no âmbito da decisão de Moraes, a Polícia Federal encontrou em um armário uma minuta de decreto para instaurar um 'estado de defesa' na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de forma a abrir caminho para mudar o resultado da eleição do ano passado, em que Bolsonaro foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Torres, o documento foi 'vazado fora de contexto' após ser apanhado quando ele não estava em sua residência, e provavelmente integrava pilha de papéis para descarte. 'Tudo seria levado para ser triturado oportunamente', afirmou o ex-ministro em postagem no Twitter.

Ao tomar conhecimento de ordem de prisão preventiva de Moraes, Torres publicou na terça-feira também no Twitter que iria interromper suas férias e retornar ao Brasil para se apresentar à Justiça. O ministro da Justiça, Flávio Dino, havia dado prazo até segunda-feira para Torres retornar, ou daria início aos procedimentos para extradição.

Torres também é alvo, ao lado de Bolsonaro, de pedido de abertura de inquérito apresentado pelo líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), dessa vez para que seja apurada a conduta do ex-ministro e do ex-presidente por tentativa de golpe de Estado devido à minuta de decreto.

(Por Maria Carolina Marcello, Ricardo Brito e Adriano Machado)

Escrito por Reuters

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Placeholder - loading - Imagem da notícia SHOW DE LADY GAGA EM COPACABANA REPERCUTE NA IMPRENSA INTERNACIONAL

SHOW DE LADY GAGA EM COPACABANA REPERCUTE NA IMPRENSA INTERNACIONAL

Na noite de 3 de maio de 2025, Lady Gaga realizou um show gratuito histórico na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, reunindo entre 2,1 e 2,5 milhões de pessoas, segundo estimativas da organização. A apresentação tornou-se o maior espetáculo da carreira da artista e um dos maiores da história da música mundial.

Com esse feito, Gaga superou o público de Madonna no mesmo local em 2024 — estimado em cerca de 1,6 milhão —, mas ainda ficou atrás de Rod Stewart, que reuniu cerca de 3,5 milhões de pessoas na virada do ano de 1994 para 1995, também em Copacabana. Vale lembrar que o show de Stewart ocorreu no Réveillon carioca, evento que tradicionalmente atrai milhões de espectadores para a orla, o que contribuiu para os números históricos.

Operação “Fake Monster” Frustra Tentativa de Atentado

Horas antes do evento, a Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério da Justiça e Segurança Pública deflagraram a operação “Fake Monster”, que desmontou um plano de atentado com explosivos improvisados durante o show. Dois suspeitos foram detidos: um adulto no Rio Grande do Sul, por posse ilegal de armas, e um adolescente no Rio de Janeiro, investigado por armazenar pornografia infantil.

Segundo autoridades, o grupo envolvido promovia discurso de ódio, automutilação e violência contra a comunidade LGBTQIA+, além de recrutar jovens pela internet usando perfis falsos inspirados na fanbase da cantora. A ação policial foi mantida em sigilo até após o show para evitar pânico, e Lady Gaga só foi informada da ameaça depois da apresentação.

Repercussão Internacional: Público Histórico e Ameaça Frustrada Ganham Manchetes

A magnitude do show e a tentativa de atentado frustrada repercutiram fortemente na imprensa internacional, tanto pelo aspecto cultural quanto pelo risco evitado.

Sobre o show

O site da Billboard destacou:

“Lady Gaga realizou o maior show solo de sua carreira e o maior já feito por uma mulher na história da música mundial” (LINK).

A CNN International escreveu:

“O espetáculo gratuito de Gaga à beira-mar, com mais de 2 milhões de presentes, transformou Copacabana em uma rave global. Foi um tributo à diversidade, à inclusão e à força da música ao vivo.” (LINK)

O jornal britânico The Guardian afirmou:

“Lady Gaga fez história no Brasil com um dos maiores concertos já registrados. O público superou o de Madonna em 2024, consolidando o país como palco favorito das divas do pop.” (LINK)

Sobre a ameaça frustrada

A revista Vanity Fair destacou a operação com o título:

“Plano de bomba é frustrado antes de show histórico de Lady Gaga no Rio”, escrevendo: “Autoridades brasileiras identificaram uma célula online de extremistas que usavam identidades falsas para se infiltrar em comunidades de fãs. A ação foi rápida e silenciosa, impedindo o que poderia ter sido uma tragédia em massa.” (LINK)

O Pitchfork complementou:

“Os suspeitos mantinham perfis falsos inspirados em fãs de Gaga para atrair menores para ataques coordenados. A operação evitou o que poderia ser o pior ataque em um evento musical desde o atentado em Manchester, em 2017.” (LINK)

Já o tabloide britânico The Sun trouxe um tom mais emocional, destacando a fala da artista:

“Após saber da ameaça, Gaga teria chorado nos bastidores e dito: ‘O amor venceu outra vez. Obrigada, Brasil.’” (LINK)

Manifestação nas redes e comunicado oficial

Após o show, Lady Gaga usou suas redes sociais para agradecer o carinho do público brasileiro e, ao tomar conhecimento da ameaça frustrada, fez uma publicação emocionada:

“Brasil, eu não tenho palavras. Vocês me deram a noite mais linda da minha vida. Obrigada por me protegerem com tanto amor. Meu coração está com vocês para sempre. Amor vence.”

Horas depois, sua equipe divulgou um comunicado oficial sobre o incidente:

“A equipe da artista expressa profunda gratidão às autoridades brasileiras pela pronta e eficaz atuação. O bem-estar de todos os fãs é nossa prioridade máxima. Lady Gaga foi informada da ameaça somente após a apresentação, a fim de preservar a segurança do evento.”

Um Evento Histórico em Todos os Sentidos

Com um público recorde, um repertório repleto de hits e um cenário monumental à beira-mar, o show de Lady Gaga em Copacabana entrou para a história como um dos maiores eventos musicais já realizados. Ao mesmo tempo, a eficácia das forças de segurança brasileiras ao impedir um possível atentado mostra o grau de complexidade envolvido na organização de eventos dessa magnitude.

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