GRIPE AVIÁRIA DETECTADA EM OVELHAS NA INGLATERRA PELA PRIMEIRA VEZ
O ANIMAL FOI IDENTIFICADO DURANTE UMA INSPEÇÃO DE ROTINA
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Nesta segunda-feira, 24 de março de 2025, autoridades do Reino Unido confirmaram o primeiro caso mundial do vírus H5N1, conhecido popularmente como gripe aviária, em uma ovelha na região de Yorkshire, Inglaterra. O animal foi identificado em uma verificação de rotina em uma fazenda onde casos anteriores já haviam sido detectados em aves.
Segundo o Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais (DEFRA), nenhuma outra infecção foi encontrada no restante do rebanho da fazenda.

Medidas rigorosas para conter a propagação do vírus
A diretora veterinária do Reino Unido, Christine Middlemiss, confirmou a descoberta e ressaltou que medidas rigorosas de biossegurança foram imediatamente adotadas para evitar a disseminação da doença.
As autoridades britânicas destacam que, embora esse seja o primeiro relato de gripe aviária em uma ovelha, já foram registradas infecções por vírus aviários em outras espécies pecuárias em diferentes países, como casos recentes em vacas leiteiras nos Estados Unidos.
Recomendações aos criadores de gado
Após o ocorrido, o governo britânico pede atenção especial dos criadores de gado para quaisquer sinais suspeitos em animais, recomendando limpeza rigorosa das instalações e comunicação imediata de casos suspeitos à Agência de Saúde Animal e Vegetal.
"Embora o risco para o gado permaneça baixo, é fundamental a vigilância constante dos produtores", reforçou Middlemiss.

Avaliação do risco para a saúde pública
A Dra. Meera Chand, da Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA), afirmou que a gripe aviária pode infectar diversos mamíferos globalmente, porém, ressaltou que o risco de transmissão para humanos continua muito baixo.
Chand também destacou que o Reino Unido está preparado para agir rapidamente, se necessário, em cooperação com o sistema de saúde (NHS) e outros parceiros.
Segurança alimentar garantida
Segundo o cientista-chefe da Agência de Padrões Alimentares (Food Standards Agency), Robin May, o vírus H5N1 apresenta um risco muito baixo à segurança alimentar, não sendo normalmente transmitido por alimentos. May enfatizou que aves e produtos derivados, incluindo ovos, permanecem seguros para consumo desde que devidamente cozidos.