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Leilão de energia supera expectativa e contrata 2,9 GW; usinas exigirão R$11 bi

Placeholder - loading - 27/09/2017. REUTERS/Paulo Whitaker
27/09/2017. REUTERS/Paulo Whitaker
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Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - O leilão de energia A-6 realizado pelo governo nesta sexta-feira contratou usinas que somarão 2,9 gigawatts em capacidade, volume que superou expectativas de analistas e deverá representar investimentos de cerca de 11,16 bilhões de reais na implementação dos projetos, que devem iniciar operações em 2025.

Projeções de consultorias apontavam para a compra de 500 megawatts a 800 megawatts, bem abaixo do resultado efetivo após quase quatro horas e meia de disputa na licitação.

'Estamos hoje festejando, os analistas de mercado de energia até ontem estimavam um volume muito abaixo. Conseguimos uma compra quase duas, três vezes dos valores previstos', disse a jornalistas o secretário de Planejamento do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros.

O certame registrou preço médio de 176,09 reais por megawatt, o que representou deságio de 33,73% frente aos preços teto definidos pela licitação, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE.

Em coletiva de imprensa, autoridades definiram como favoráveis os preços obtidos e destacaram que a contratação garantirá energia suficiente para atender o crescimento do país, mostrando ainda otimismo quanto às próximas licitações.

O secretário Barros projetou que o nível de contratação do leilão desta sexta-feira poderá se repetir ou até aumentar nos próximos anos.

'Nossa expectativa para 2020 é que se mantenha nesse patamar, até porque estamos hoje com Reforma da Previdência ainda incompleta, reforma tributária por vir, reforma administrativa... em 2020 vamos estar com outro nível de situação no país. E aí não se trata de nenhum ufanismo, nenhuma visão mais otimista, é em cima dos dados de que dispomos', destacou.

Questionado sobre o volume contratado nesta sexta-feira, o secretário não entrou em detalhes sobre o que teria levado à superação das expectativas.

'O que posso dizer é que tanto ministério como Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tiveram um esforço conjunto e uma conscientização dos principais compradores, as distribuidoras', afirmou.

Entre as empresas vencedoras, que venderam energia no leilão, aparecem a brasileira Eneva, com a térmica Nova Venécia, de 92,2 megawatts, a francesa Voltalia, com dois parque solares em total de 80 megawatts e uma pequena hidrelétrica de 16 megawatts, além da norueguesa Statkraft, com projeto eólico de 75,6 megawatts, entre diversas outras, segundo relatório da CCEE.

Usinas eólicas foram a fonte com maior volume negociado, com 1,04 gigawatt em capacidade, seguidas pelas termelétricas a gás, com 734 megawatts, e pelos parques solares, com 530 megawatts --confirmando previsões de especialistas de que renováveis e gás dividiriam o protagonismo, em meio a planos do governo para incentivar o combustível fóssil.

Mas a licitação também contratou 445 megawatts em usinas hídricas e cerca de 230 megawatts em térmicas a biomassa.

A negociação diversificada, com presença relevante de diversas fontes de energia, foi destacada pelas autoridades presentes, que também apontaram características vistas como importantes em alguns empreendimentos específicos.

O secretário Barros ressaltou que entre as usinas que venderam energia no certame esteve a hidrelétrica São Roque, um projeto da construtora Engevix em Santa Catarina com 141,9 megawatts que está hoje com a construção paralisada, o que gera esperanças de retomada e conclusão da obra.

O presidente da CCEE, Rui Altieri, comentou ainda que as termelétricas contratadas têm custos baixos de operação, o que reduzirá custos gerados para os consumidores quando elas precisarem ser acionadas.

O resultado também levanta boas perspectivas para dois certames já previstos pelo governo para contratar termelétricas em março de 2020, disse o diretor de Estudos de Energia da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Erik Rego.

'São bons sinais para o próximo ano, mais sinais de que poderemos ter uma concorrência interessante para o próximo leilão', afirmou ele.

LIVRE x REGULADO

Parques eólicos e solares mantiveram uma estratégia vista nas últimas licitações, de vender apenas parte da energia e 'guardar' o restante para negociação no mercado livre, onde grandes empresas negociam a produção diretamente com geradores e comercializadoras.

Mas o movimento não foi seguido por empreendedores de projetos hidrelétricos e termelétricos, que comercializaram a maior parte de sua energia no certame, para atendimento ao mercado regulado.

'Nesse certame em específico, em torno de 65% da energia das hídricas e 93% da energia negociada de térmicas foi para o ambiente regulado. Nas eólicas e solares, aproximadamente 35%, e o restante elas poderão negociar a seu livre dispor', disse a diretora da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Elisa Bastos.

(Edição de Roberto Samora)

Escrito por Reuters

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SHOWS DE NORAH JONES NO BRASIL CELEBRAM BOA FASE DA CANTORA

Prestes a iniciar sua quinta passagem pelo Brasil, Norah Jones vive um dos momentos mais inspirados de sua carreira. Após conquistar o Grammy de Melhor Álbum Vocal Pop Tradicional com Visions, lançado em março de 2024, a artista reafirma seu espaço como uma das vozes mais singulares e consistentes da música contemporânea.

Norah Jones vive novo auge criativo com “Visions”

Produzido em parceria com Leon Michels, Visions apresenta uma fusão elegante de jazz contemporâneo, soul e baladas suaves, reafirmando o estilo inconfundível de Norah. Entre as faixas mais ouvidas nas plataformas de streaming estão “Running”, “Staring at the Wall” e “Paradise”, que estarão no repertório da turnê.

Além do novo álbum, Norah Jones também se destacou recentemente com seu podcast Playing Along, onde conversa com músicos sobre criação artística. O projeto vem ampliando sua base de fãs e aproximando a artista de um público mais jovem, sem perder a essência que marcou sua trajetória desde o sucesso de Come Away With Me (2002).

A herança musical familiar

Filha do lendário músico indiano Ravi Shankar, Norah carrega uma herança musical diversa e profundamente enraizada em tradições do mundo todo. Embora tenha seguido um caminho distinto ao do pai, seu domínio do piano, sua habilidade como compositora e sua busca por autenticidade refletem uma sensibilidade herdada e cultivada ao longo da vida.

A relação de Norah Jones com o Brasil

A conexão da artista com o Brasil vai além da música. Sua mãe, a produtora e dançarina Sue Jones, morou no Rio de Janeiro durante os anos 1960, período em que teve contato próximo com a cena artística brasileira e desenvolveu um forte apreço pela cultura local — algo que Norah cresceu ouvindo em casa e que influencia sua visão musical até hoje. Essa forte relação emocional tem sido parte da experiência da artista com o público local.

“Sinto que o público brasileiro escuta com o coração”, disse Norah em recente entrevista. “Sempre me emocionei aqui.”

Um novo reencontro com os fãs brasileiros

Norah retorna ao país com apresentações marcadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, celebrando não apenas seu novo trabalho, mas também o reencontro com um público que a acompanha desde os tempos de Come Away With Me, seu icônico álbum de estreia de 2002.

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