Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1
Ícone seta para a esquerda Veja todas as Notícias.

Lula volta a defender pesquisa na Margem Equatorial, mas promete não fazer loucura ambiental

Placeholder - loading - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva  30/01/2025 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 30/01/2025 REUTERS/Adriano Machado
Ver comentários

Publicada em  

Atualizada em  

Por Maria Carolina Marcello

(Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a pesquisa para exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas no Amapá, acrescentando que tem responsabilidade com o meio ambiente e que não permitirá qualquer 'loucura ambiental'.

O presidente disse ainda, em cerimônia de entrega de terras da União para o Estado do Amapá nesta quinta-feira, que incumbiu seu ministro da Casa Civil, Rui Costa, de negociar uma saída com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) -- responsável pelo licenciamento.

'Ninguém, ninguém nesse país tem mais responsabilidade do que eu — climática', disse Lula, no evento. 'Eu quero preservar. Mas eu não posso deixar uma riqueza que a gente não sabe se tem, e quanto é, a 2 mil metros de profundidade, enquanto o Suriname e a Guiana estão ficando ricos às custas do petróleo que tem a 50 km de nós', afirmou o presidente.

Atualmente, a Petrobras aguarda um retorno do Ibama sobre um pedido de reconsideração feito pela companhia em 2023, após o órgão negar uma licença de perfuração na área. O Ibama não tem um prazo específico para responder.

Lula argumentou a Petrobras tem expertise tecnológica para promover a exploração e que não se pode proibir a pesquisa na área para se aferir 'o tamanho da riqueza que a gente tem'.

'Esse moço aqui (dirigindo-se a Rui Costa)... Tem a incumbência de acertar com o Instituto de Meio Ambiente no Brasil que a gente não vai fazer loucura. A Petrobras é a empresa que tem mais tecnologia no mundo de prospecção de petróleo em águas profundas', afirmou.

Na presença de lideranças políticas do Estado -- incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), e seu líder no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP) -- Lula garantiu que o governo vai 'trabalhar muito' e quer assumir o compromisso de ser 'responsável' e tratar do assunto 'com muito carinho'.

'A gente não quer poluir um metro d'água, um milímetro de água', disse, argumentando que o Amapá não pode ser deixado 'pobre' se houver de fato uma reserva de petróleo na região.

'É apenas uma questão de bom senso.'

Na quarta-feira, em entrevista à rádio Diário, de Macapá (AP), Lula afirmou que deve haver uma reunião nesta ou na próxima semana entre a Casa Civil e o Ibama para discutir a autorização para a pesquisa na área. 'Depois se a gente vai explorar é outra discussão. O que não dá é a gente ficar nesse lenga-lenga.'

A declaração provocou reações e críticas ao presidente por parte de órgãos ambientais e de entidades ligadas a servidores do meio ambiente.

Ao voltar ao tema nesta quinta, o presidente minimizou eventuais impactos negativos de uma autorização no mesmo ano em que o país vai sediar a COP30, cúpula da ONU sobre mudanças climáticas em Belém.

'Vê se os Estados unidos estão preocupados. Vê se a França, a Alemanha, a Inglaterra estão preocupados (com o tema). Não. Eles exploram o quanto puder. É a Inglaterra que está aqui na Guiana. É a França que está aqui no Suriname. Então só nós que vamos comer pão com água? Não, a gente também gosta de pão com mortadela. A gente gosta. A gente gosta de coisa boa', disse.

A região do litoral norte do Brasil tem grande potencial para descobertas de petróleo, mas também enormes desafios socioambientais.

A indústria de petróleo tem enfrentado ao longo de anos forte resistência para perfurar a Foz do Amazonas em busca de novas reservas. A área é considerada a de maior potencial para a abertura de uma nova fronteira de petróleo no país, devido à geologia semelhante com a vizinha Guiana, onde a Exxon Mobil está desenvolvendo campos enormes.

'Eu sou favorável e eu sonho que um dia a gente não precise de combustível fóssil. Eu sou favorável. Eu acho que um dia a gente não vai precisar de combustível fóssil. Mas esse dia está longe ainda.'

(Reportagem de Maria Carolina Marcello, em Brasília)

Escrito por Reuters

Últimas Notícias

  1. Home
  2. noticias
  3. lula volta a defender …

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.