Petróleo sobe 2% para máxima de 5 semanas por preocupações com oferta
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Por Scott DiSavino
(Reuters) - Os preços do petróleo fecharam com alta de cerca de 2%, atingindo uma máxima de cinco semanas nesta segunda-feira, devido a preocupações de que a oferta possa diminuir se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seguir com as ameaças de impor mais tarifas à Rússia e possivelmente atacar o Irã.
Os contratos futuros do Brent subiram US$1,11, ou 1,5%, para fechar a US$74,74 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate dos EUA subiu US$2,12, ou 3,1%, para fechar a US$71,48.
Esse foi o maior fechamento do Brent desde 24 de fevereiro e o maior fechamento do WTI desde 20 de fevereiro.
O prêmio do Brent sobre o WTI caiu para US$3,02 por barril, seu valor mais baixo desde julho de 2024.
Os analistas disseram que quando o prêmio do Brent sobre o WTI cai abaixo de US$4 por barril, não faz muito sentido econômico para as empresas de energia enviar navios para o outro lado do oceano para buscar petróleo dos EUA, o que deve resultar em menores exportações dos EUA.
Trump disse no domingo que estava 'irritado' com o presidente russo, Vladimir Putin, e que imporá tarifas secundárias de 25% a 50% sobre os compradores de petróleo russo se achar que Moscou está atrapalhando os esforços de Trump para acabar com a guerra na Ucrânia.
'A ameaça (de Trump) de tarifas secundárias sobre o petróleo da Rússia e do Irã é um fator que os participantes do mercado de petróleo estão acompanhando, embora ele tenha indicado que não planeja introduzi-las por enquanto', disse o analista do UBS Giovanni Staunovo. 'Porém, há um risco crescente de maiores riscos de fornecimento no futuro.'
O Kremlin disse nesta segunda-feira que a Rússia e os EUA estavam trabalhando em ideias para um possível acordo de paz na Ucrânia.
(Reportagem de Scott DiSavino, Arunima Kumar, Robert Harvey, Yuka Obayashi, Anjana Anil e Jekaterina Golubkova)
Escrito por Reuters