Se transformado em parque, Jockey Club de SP pode oferecer equoterapia
Terapia com cavalos beneficia pessoas com deficiência e necessidades especiais
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A transformação do Jockey Club de São Paulo em um parque público ainda depende da desapropriação do terreno de 600 mil m². O prefeito Ricardo Nunes, no entanto, já expressou seu desejo de criar um centro de equoterapia no local. O método terapêutico utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, buscando o desenvolvimento de pessoas com deficiência e necessidades especiais.
Em uma agenda pública em meados do ano passado, ele disse que a ideia é aproveitar os funcionários do Jockey para a atividade. “A única coisa é que, em vez daqueles profissionais trabalharem para as pessoas poderem fazer aposta, eles vão trabalhar para ajudar a cuidas das pessoas na nossa equoterapia pública”, afirmou Nunes.
A Prefeitura alega que o clube possui uma dívida milionária com o município, sobretudo pelo não pagamento de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISS (Imposto sobre Serviços), o que a administração do hipódromo contesta.
Além disso, uma lei municipal que prevê o fim das corridas de cavalo com apostas poderia levar à incorporação da área. O texto, porém, foi suspenso pela Justiça, que considerou que o assunto é competência do governo federal.
Por fim, o Plano Diretor Estratégico, que define as diretrizes para a ocupação urbana da cidade, autoriza a criação de 18 novos parques, entre eles o do Jockey, que aparece com o nome de Parque João Carlos Di Genio.
Escrito por Gabriella Paques